São Paulo, 03 de abril de 2013
Vivo em luta constante com o meu cabelo. Pensa em algo difícil para assumir alguma forma, pelo menos aceitável. Esse é ele. Se bem que tenho um pequeno trunfo a meu favor, desde adolescente, sempre tive pouco cabelo e costumeiramente ele estava despenteado, beirando os limites da aberração. E como rocker que sou, era sempre o motivo das piadas entre meus amigos que tinham longas e fartas cabeleiras. Hoje, aos 44 anos, ainda tenho o mesmo pouco e bagunçado cabelo, e a maioria desses amigos, já está careca. Quando os encontro aquele doce sabor de vingança, inconscientemente toma meu ser e me enche de uma maquiavélica alegria. rsrsrs
Ha algumas semanas decidi ir a uma cabeleireira para dar um trato no ninho de gato que tenho na cabeça. Seria apenas mais um corte e mais um dia, não fosse uma conversa que tive com a Fabíola (esse era o nome da moça que esperançosamente tentava transformar aquela coisa bizarra em um corte aceitável). Falei para ela que trabalhava com suporte a clientes e sobre a importância de um bom atendimento, ai ela me veio com uma frase que me deixou encantado e curioso:
Quanta coisa não passaria pelas nossas cabeças ouvindo uma coisa dessas? Ou pior ainda, o que deveria passar na nossa cabeça? - Comecei a viajar em uma infinidade de possibilidades, mas percebi que o universo masculino tem um certo bloqueio de percepção para uma questão tão fundamental e de certa forma, abstrata, como essa. Então só havia uma saída, e foi a que eu usei:
E a resposta foi ainda melhor do que a afirmação inicial. Para ela, no momento em que os atendentes de serviços ao consumidor, principalmente aqueles com os quais o contato é telefônico, chegam ao limite de suas possibilidades de suporte, o que também segundo ela, está sempre aquém do que nós realmente precisamos, eles entram em um "loop infernal" e a única possibilidade de manter um nível adequado de conversa é se fingir de "doido" e não tem nada melhor que a TPM para que uma mulher pareça realmente doida!
Como eu poderia argumentar contra uma colocação tão inusitada e caoticamente lógica, como essa? Simplesmente não poderia. Mesmo com meus 20 e tantos anos na área. Já estava encantado com aquela ideia quando a coisa melhorou. Permitam-me reproduzir a frase seguinte na íntegra:
"Sem dizer que na TPM eu já estou a ponto de bala, querendo "matar um". Quando a pessoa do outro lado me contraria, eu logo solto os cachorros, grito, me descabelo e solto toda aquela ira que está dentro de mim, e quando ela tenta reagir, eu começo a chorar feito louca, ai ela fica consternada e eu sempre acabo conseguindo o que quero"
Fecho nesse momento os livros da ITIL, todas as apostilas do HDI, Meus livros sobre atendimento ao cliente, as revistas especializadas, tiro meu crachá e aplaudo a genialidade da Fabíola. E não estou julgando ou criticando o método usado por ela, assim como não quero analisar essa reação baseado em nenhuma lógica existente, seja pessoal ou profissional. Mas aplaudo a complexidade e a criatividade dela com relação a solução para vários de seus problemas em um único contato. E também por deixar a mim, que normalmente tenho alguma resposta para situações de atendimento, completamente desarmado e sem reação. Adorei!!
Sem falar que consegui entender um monte de coisas que já vivi no suporte e que até então eram inexplicáveis. Também fiquei pensando se ela pegasse do outro lado uma atendente que também estivesse na TPM, como seria a cena. E por fim concluí que esse será meu primeiro post sem uma solução para o tema proposto, mas em contra partida foi um dos que mais gostei de escrever.
Um grande abraço a todos.
Ha algumas semanas decidi ir a uma cabeleireira para dar um trato no ninho de gato que tenho na cabeça. Seria apenas mais um corte e mais um dia, não fosse uma conversa que tive com a Fabíola (esse era o nome da moça que esperançosamente tentava transformar aquela coisa bizarra em um corte aceitável). Falei para ela que trabalhava com suporte a clientes e sobre a importância de um bom atendimento, ai ela me veio com uma frase que me deixou encantado e curioso:
"Eu só ligo para atendimento ao cliente quando estou na TPM!"
Quanta coisa não passaria pelas nossas cabeças ouvindo uma coisa dessas? Ou pior ainda, o que deveria passar na nossa cabeça? - Comecei a viajar em uma infinidade de possibilidades, mas percebi que o universo masculino tem um certo bloqueio de percepção para uma questão tão fundamental e de certa forma, abstrata, como essa. Então só havia uma saída, e foi a que eu usei:
"Mas, por que isso, Fabíola?"
E a resposta foi ainda melhor do que a afirmação inicial. Para ela, no momento em que os atendentes de serviços ao consumidor, principalmente aqueles com os quais o contato é telefônico, chegam ao limite de suas possibilidades de suporte, o que também segundo ela, está sempre aquém do que nós realmente precisamos, eles entram em um "loop infernal" e a única possibilidade de manter um nível adequado de conversa é se fingir de "doido" e não tem nada melhor que a TPM para que uma mulher pareça realmente doida!
Como eu poderia argumentar contra uma colocação tão inusitada e caoticamente lógica, como essa? Simplesmente não poderia. Mesmo com meus 20 e tantos anos na área. Já estava encantado com aquela ideia quando a coisa melhorou. Permitam-me reproduzir a frase seguinte na íntegra:
"Sem dizer que na TPM eu já estou a ponto de bala, querendo "matar um". Quando a pessoa do outro lado me contraria, eu logo solto os cachorros, grito, me descabelo e solto toda aquela ira que está dentro de mim, e quando ela tenta reagir, eu começo a chorar feito louca, ai ela fica consternada e eu sempre acabo conseguindo o que quero"
Fecho nesse momento os livros da ITIL, todas as apostilas do HDI, Meus livros sobre atendimento ao cliente, as revistas especializadas, tiro meu crachá e aplaudo a genialidade da Fabíola. E não estou julgando ou criticando o método usado por ela, assim como não quero analisar essa reação baseado em nenhuma lógica existente, seja pessoal ou profissional. Mas aplaudo a complexidade e a criatividade dela com relação a solução para vários de seus problemas em um único contato. E também por deixar a mim, que normalmente tenho alguma resposta para situações de atendimento, completamente desarmado e sem reação. Adorei!!
Sem falar que consegui entender um monte de coisas que já vivi no suporte e que até então eram inexplicáveis. Também fiquei pensando se ela pegasse do outro lado uma atendente que também estivesse na TPM, como seria a cena. E por fim concluí que esse será meu primeiro post sem uma solução para o tema proposto, mas em contra partida foi um dos que mais gostei de escrever.
Um grande abraço a todos.












